Os irmãos de Jesus não acreditavam nele

 


É interessante notar que, apesar de ser Jesus, sua própria família tinha dificuldade em entender suas palavras. Isso mostra como pessoas próximas a ele não estavam totalmente alinhadas com sua mensagem espiritual. Por isso, consta que seus parentes o consideravam louco: 

E foram para uma casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal maneira que nem sequer podiam comer pão. E, quando os seus parentes ouviram isso, saíram para o prender, porque diziam: Está fora de si. (Marcos 3:20-21) 

E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Porém ele, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, este é meu irmão, e irmã, e mãe (Mateus 12:47-50). 

Nem mesmo seus irmãos acreditavam nele (João 7:5) 

Observe que Jesus não se colocava acima de ninguém. Ele se considerava nosso irmão, igual a nós.

Provavelmente seus familiares eram da religião predominante dos fariseus, afinal Jesus foi circuncidado no oitavo dia de vida. Contudo o Novo Testamento foi adaptado para um entendimento comum, apesar das evidências contrárias.

Apresentaram-nos um Jesus religioso, parecido com um fariseu, mas Jesus não tinha a mesma visão dos religiosos e ensinava algo diferente, por isso discordavam de seu ensinamento (Atos 13:44-46).

Ao perguntar: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”, Jesus deu a entender que isso era relativo pra ele. Ele não tinha apego, a sua verdadeira afinidade era espiritual, com aqueles que estavam experimentando a verdade que ele ensinava.

Quanto à referência ao Pai celestial, Jesus não estava se referindo a uma figura divina distante nos céus, mas sim à nossa conexão espiritual com nossa essência, que está presente dentro de cada um de nós.

Lembrando que “a palavra de Deus” significava as novidades que Jesus havia divulgado e não exatamente as palavras do Velho Testamento que ele próprio aboliu (II Coríntios 3:14), nem qualquer doutrina religiosa, como geralmente muitos confundem.

Quando se referem à “palavra de Deus”, observe que estão sempre se referindo a doutrinas religiosas.

Em sua época, Jesus costumava repreender as pessoas religiosas. Se fosse nos dias atuais, diriam que não é politicamente correto.

Certa vez Jesus disse que os religiosos de sua época tinham por pai o diabo (João 8:41-44) – o que ele quis dizer com isso?

Quando Jesus repreendeu a Marta, dizendo: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária” (Lucas 10:38-42), ela teria ouvido e aceitado calmamente, sem revidar?

Quando Jesus disse: “Deixa os mortos enterrar os seus mortos” (Lucas 9:59-60), ele estava chamado o ser humano de quê exatamente? E, se ele estivesse hoje, à nossa frente, falando assim para nós, quando um parente nosso acabou de morrer, como reagiríamos?

Na verdade, a única diferença entre Jesus e nós é que Jesus havia alcançado o despertar da consciência espiritual. Um estado admirável de consciência e lucidez espiritual.

Muitos ainda acreditam ingenuamente que Jesus era amado pela multidão. No entanto, a multidão era apenas carente e estava atrás de favores e auxílio. Ou seja, conforme as próprias palavras de Jesus: 

O mundo não pode odiar a vós. A mim, porém odeia, porque eu dou testemunho de que as suas obras são más (João 7:7) 

Jesus conhecia muito bem o ego e a personalidade humana, por isso, ele testemunhava que as obras humanas eram maléficas, insanas. Ele não falava somente a respeito de nossa verdadeira identidade espiritual, divina e eterna, porém revelava também a podridão do ego e da persona bandida, programada para a guerra devido a resistência a realidade.

Não foi por acaso que muitos discípulos de Jesus o abandonaram: 

Muitos dos discípulos de Jesus que o tinham ouvido disseram: “Dura é esta linguagem; quem a pode ouvir? ” (João 6:60) 

Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele. (João 6:66) 

Mesmo assim, muitos acreditam que nós iriámos amá-lo com facilidade, se ele estivesse hoje fisicamente entre nós. A realidade nua e crua é bem diferente das teorias intelectuais a respeito da realidade. 

E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. (Marcos 6:4)


E. S. Jesus

Eu sou um autor dedicado à investigação e descoberta de aspectos ainda pouco conhecidos da Bíblia. Meu objetivo é esclarecer conteúdo ainda obscuros para muitos. Assim, convido você a embarcar nesta investigação comigo, onde exploraremos juntos esses conteúdos.

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