O objetivo aqui não é combater, promover inimizade, nem controvérsia com quem pensa de maneira diferente, porém apenas enfatizar aquilo a que não foi dada a devida atenção.
Às vezes, aceitamos cegamente o que nos é dito sobre a Bíblia, sem realmente investigarmos seus ensinamentos por nós mesmos. É como confiar em alguém para nos contar sobre um livro em vez de lê-lo pessoalmente.
Permita-se mergulhar nas páginas da Bíblia, explorando seus ensinamentos e descobrindo as profundezas de sua sabedoria por si mesmo, sem comprometimento religioso. Você ficará surpreso com as maravilhas que encontrará e como elas podem transformar sua vida de maneiras que você nunca imaginou.
Não tenha medo de questionar e de buscar respostas. Pois é através desse processo que verdadeiras conexões espirituais e insights profundos podem ser alcançados.
Jesus trouxe de fato alguma boa nova?
Jesus sabia, devido sua lucidez
espiritual que cada pessoa tem seu próprio valor intrínseco. Ele não se prendia
a regras ou padrões rígidos, mas sim valorizava cada indivíduo,
independentemente de sua aparência ou condição.
Quando Jesus exemplificou sobre a diferença entre sua visão e a de João Batista, ele estava destacando a importância de olhar para além das aparências e dos dogmas religiosos. Ele ensinou a aceitar a diversidade e a individualidade de cada pessoa, sem fazer julgamentos baseados em normas preestabelecidas. Por exemplo:
Veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores. (Lucas 7:33-34)
Portanto, podemos aprender com essa mensagem que é essencial cultivar uma mente aberta, aceitando e valorizando as pessoas, sem nos prendermos a ideias rígidas ou exclusivistas, celebrando a capacidade interior e a beleza única de cada ser humano.
Reconexão espiritual
A reconexão espiritual significa
que precisamos lembrar, conscientizar e experimentar novamente quem realmente
somos essencialmente. Nesse caso, é aconselhável compreender o que Jesus
realmente ensinou e não o que nos ensinaram superficialmente.
Pode-se comparar
essa conexão espiritual à ideia de um oceano onde cada um de nós é uma gota
d'água. Embora pareçamos separados, na realidade, somos todos parte do oceano
da consciência universal.
É o retorno do filho pródigo para a casa do Pai, a compreensão de que a separação que sentimos é
apenas uma ilusão da nossa mente condicionada.
Quando nos unimos
ao Todo, reconhecendo a interconexão de todas as coisas, estamos seguindo o
propósito que Jesus Cristo ensinou, embora seu ensinamento tenha ficado
fragmentado e nebuloso.
A expressão bíblica “chegar a Deus através do Filho” significa reconhecer e experimentar que nós somos filhos da eternidade e que tudo está interligado.
Não dualidade
Não-dualidade significa “não-dois” ou “não-separação”. É a sensação de que todas as coisas estão interligadas e não separadas, enquanto ao mesmo tempo todas as coisas mantêm a sua individualidade.
A consciência da não dualidade proporciona uma perspectiva mais ampla da vida, uma maior sensação de liberdade e produz uma felicidade mais estável.
Se você já teve a sensação ou experiência de “algo” mais profundo e significativo que está além do seu eu cotidiano, mas que ainda assim é você de alguma forma, você experimentou o gostinho da não-dualidade.
O sabor da não-dualidade é a sensação ou experiência de unidade, de paz, de “algo” além do seu eu cotidiano. O sabor pode ser conhecido através de uma experiência na natureza, através da música ou da arte, de estar profundamente envolvido num hobby ou trabalho [...].
Pode ser encontrado na meditação, na ioga, em qualquer outra prática espiritual, em uma experiência de quase morte, ao dirigir um carro ou no meio de qualquer atividade, ou sem motivo aparente. (Jerry Katz)
E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra, senão na sua terra,
entre os seus parentes e na sua casa. (Marcos 6:4)
