Quando estamos identificados com a mente, é como se estivéssemos sempre correndo atrás do tempo.
Estamos tão ocupados revivendo o passado ou antecipando o futuro que perdemos
de vista o momento presente, onde a verdadeira essência da vida reside.
É
como assistir a um filme e ficar preso à repetição
das cenas passadas ou na ansiedade pelo desfecho das próximas. E, nesse ciclo
vicioso, esquecemos que somos os diretores dessa produção, capazes de moldar o
enredo a cada novo instante.
Quando
nos libertamos dessa ilusão do tempo psicológico, é como se abríssemos as
cortinas do palco da vida e nos encontrássemos no centro de uma grande peça
teatral. Estamos presentes, atentos ao momento atual, onde todas as
possibilidades se desdobram diante de nós.
O
passado e o futuro se tornam apenas cenários de fundo, enquanto nos
concentramos na cena principal: o agora eterno. É aqui que encontramos a
verdadeira conexão com o Todo, com a essência atemporal da vida que pulsa
dentro de nós. É aqui, neste instante precioso, que a vida verdadeiramente
acontece.
Prestar
atenção no momento presente é como uma porta
mágica que nos conduz para além dos limites da nossa mente condicionada,
onde o passado e o futuro se misturam em um jogo de ilusões.
Quando
estamos presos nas histórias do passado ou sonhando com o futuro, estamos
perdendo a magia do agora, da vida real, do Espírito vivo, consciente.
Permanecer
nesse devaneio da mente significa resistir ao presente, recusando-se a aceitar
e honrar o momento que está acontecendo agora. Estamos sempre relutantes em dançar no ritmo da vida, sempre olhando para trás ou para frente,
mas nunca realmente vivendo o momento.
O
passado nos dá uma sensação de identidade, uma ideia do “eu” baseada em
memórias e experiências. Enquanto o futuro nos seduz com promessas de sucesso e
realização. No entanto, ambos são apenas ilusões criadas pela mente, nos
mantendo aprisionados em uma dança interminável de expectativas, negligenciando
o agora, o que mais importa. Sonhando “acordado”.
Mas
estar presente não significa ignorar a mente ou negar a memória do passado e o
planejamento do futuro. Significa usar o pensamento como uma ferramenta quando
necessário, sem medo ou ansiedade. É aprender a pensar com precisão.
O
tempo psicológico, essa tendência de nos identificarmos com o passado e o
futuro imaginário, nos afasta do verdadeiro tesouro, que é o presente.
Permanecemos presos em um ciclo vicioso, sempre correndo atrás de algo que
nunca chega.
É
aqui e agora que a verdadeira magia da Vida acontece, esperando ser descoberta
por aqueles que têm a coragem de viver cada instante conscientemente, com amor
e entusiasmo.
A
causa de todos os sofrimentos é o tempo psicológico, que afeta nossas vidas
cotidianas como um nevoeiro que obscurece nossa visão do presente, nos fazendo
acreditar que a felicidade e a prosperidade estão sempre no futuro.
Quando
ficamos presos a esse ciclo de pensamentos sobre o que poderia ser ou deveria
ser, perdemos a riqueza do momento presente.
Essa
busca constante pelo futuro cria expectativas que geralmente não se
concretizam, gerando frustração, desconforto, ansiedade, estresse, preocupação
e medo.
Quando
nos permitimos estar realmente presentes, descobrimos que a felicidade não é
algo que buscamos no futuro, mas sim algo que podemos experimentar agora mesmo.
A
mente condicionada é como uma televisão ligada o dia todo, constantemente
sintonizada em canais que exibem programas sobre o passado e o futuro. Pode ser
uma reprise de algo que aconteceu ontem ou um trailer do que está por vir
amanhã.
Um
jeito de desligar essa televisão é simplesmente prestar atenção na sua
respiração e nas sensações do seu corpo. Isso pode parecer um conselho simples,
mas tem um poder transformador.
Quando
você para e sente o ar entrando e saindo dos seus pulmões, você está ancorando
sua atenção no presente. É como apertar o botão de pausa na sua televisão
mental. A cada inspiração e expiração, você se conecta com o momento presente,
com o agora, que é atemporal. Esse agora é o único momento que realmente
existe, o único que você pode viver de fato.
Prestar
atenção na respiração é uma forma de trazer a mente para um estado de calma e
clareza. Você pode começar sentando-se confortavelmente, fechando os olhos se
quiser, e apenas observando o fluxo natural do ar. Não é necessário alterar a
respiração, apenas senti-la. Sinta o ar entrando pelo nariz, enchendo os
pulmões, e depois saindo suavemente.
Enquanto
faz isso, você pode perceber várias sensações no seu corpo. Talvez um leve
formigamento nas mãos ou pés, o batimento do coração, ou a tensão em alguma
parte específica. Apenas observe essas sensações sem julgar. Essa prática ajuda
a criar um espaço entre você e seus pensamentos, um espaço de paz e de
presença.
Cada
vez que sua mente começar a divagar para o passado ou futuro, gentilmente traga
sua atenção de volta para a respiração. Considere isso como um exercício de
treino para a mente, como um músculo que você está fortalecendo. Quanto mais
você pratica, mais fácil se torna acessar esse estado de presença.
Não
é sobre eliminar pensamentos, mas sobre não se deixar ser levado por eles. É
encontrar aquele momento de quietude em meio ao caos do dia a dia. É um abraço
gentil que você dá em si mesmo, reconhecendo que o presente é suficiente. Isso
é gratidão.
Portanto,
sempre que puder, faça essa pausa. Relaxe, respire e sinta. É um pequeno ato
com um impacto imenso, uma maneira de cultivar um estado de bem-estar e
presença que pode transformar a sua relação com o mundo e com você mesmo.
Fonte: Decifrando os Segredos do Evangelho (Pedro, um jovem autista). "Em revisão"
