Segundo consta, João Batista
estudou em uma religião no deserto desde a sua infância, onde permaneceu até a
idade adulta (Lucas 1:80).
Na realidade,
muitos ignoram os detalhes a respeito de João Batista, devido à crença
religiosa, aceita geralmente desde a infância. E os detalhes a respeito de
Jesus, muitos ignoram também porque acreditam que ele não era humano como nós (I
João 4:1-4). Ou seja, que Jesus já nasceu sabendo tudo.
Esse fenômeno
social acontece devido ao complexo de inferioridade de sempre, que o filósofo Nietzsche
denominou de “culto ao gênio distante”.
Não devemos
esquecer que uma criança superdotada se destaca entre as demais. Mesmo assim,
ela precisa transcender as crenças deste mundo dualista, adquiridas após seu
nascimento. Por isso, Jesus ficou pronto com aproximadamente 30 anos de idade,
após ouvir muito e questionar bastante os doutores da lei nas sinagogas.
Portanto, Jesus não nasceu sabendo tudo, porque ele era humano também, como nós (II João 1:7).
Uma criança
considerada portadora de dislexia, por exemplo, também tem seu mérito. Devido a
ela ser uma pessoa diferente do padrão “normal”, pode ser aproveitada para
atividades diferentes e específicas. Por exemplo, há hackers que são portadores
de dislexia.
O cérebro de alguns
hackers parece inicialmente não ter inteligência, devido à maneira diferente de
aprender. Geralmente, eles conseguem aprender melhor, pesquisando de forma
independentes, não aceitam normas, nem limites que venham a podar suas
capacidades latentes.
Há uma grande
diferença entre um jovem que gosta de estudar e aquele a quem o estudo lhe é
imposto. Mesmo que ele fique enclausurado em um local específico, para não se
distrair, ele fica entediado e se distrai mentalmente, divagando em seus
devaneios, se não ama o que faz, ou não faz por livre e espontânea vontade.
De fato, muitos
jovens perdem muito tempo com excesso de distração e acabam negligenciando a
realidade cotidiana. Não prestam a devida atenção ao que acontece na realidade,
nem se comprometem com o que realmente importa.
Na verdade, muitos
jovens ainda não se consideram dignos nem capazes de tal façanha. Faltam
disposição e coragem para tomar a iniciativa, e humildade para ouvir e
perguntar, como Jesus fazia desde muito jovem.
