Fôlego de vida

 


Muitos confundem o primeiro capítulo com o segundo do livro do Gênesis, onde o homem (corpo material temporário) é formado do pó da terra, como relatado no segundo capítulo, com o Homem criado de forma espiritual, à imagem e semelhança de Deus (Vida, Espírito, Amor), como explicado no primeiro capítulo.

As palavras “criado” e “semelhante” são apenas uma maneira figurada de se expressar. Somos a própria Essência da Vida, e a única diferença está no nível de lucidez e percepção dessa realidade espiritual. 

De acordo com o rei Salomão, não existe distinção ou superioridade entre o ser humano e os animais, pois ambos são seres vivos, e o fôlego da vida que anima ambos é o mesmo: 

O que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. (Eclesiastes 3:19)

 

Então, onde fica toda aquela “grandeza” que comumente se dá a si mesmo, sendo, afinal, apenas um ser humano delicado e sujeito à morte?

Para entender a mensagem do rei Salomão, é essencial não confundir novamente o fôlego da vida biológica (oxigênio) que mantém o corpo vivo com o Espírito imortal, ou nossa essência espiritual (Cristo em nós), como é explicado no primeiro capítulo do livro do Gênesis, antes da criação do corpo físico, que aparece no segundo capítulo, feito do pó da terra.

O primeiro capítulo do livro do Gênesis descreve a origem espiritual de todas as coisas, antes de sua manifestação no mundo material.

Tudo já existia de forma imaterial (espiritual), antes de sua manifestação no mundo físico, conforme relatado nos capítulos um e dois do livro do Gênesis.

Embora o físico e o espiritual possam parecer separados, estão conectados e se influenciam mutuamente. Nós e a Vida somos uma coisa só (consciência espiritual).

Mesmo quando chegar o longo crepúsculo e a mortal lassidão, tu não desaparecerás do nosso céu, patrocinador da vida! Mostraste-nos novas estrelas e novos esplendores noturnos; estendestes sobre nós o próprio riso com um toldo ricamente matizado. Agora, dos túmulos brotarão sempre risos infantis, agora virá, sempre vitorioso de todos os desfalecimentos mortais, um vento enérgico, do qual tu és o fiador e o adivinho. Assim como despertaste deles e tornaste a ti, assim eles devem despertar-se a si próprios e tornar para ti. (Nietzsche)







 

E. S. Jesus

Eu sou um autor dedicado à investigação e descoberta de aspectos ainda pouco conhecidos da Bíblia. Meu objetivo é esclarecer conteúdo ainda obscuros para muitos. Assim, convido você a embarcar nesta investigação comigo, onde exploraremos juntos esses conteúdos.

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