Teoria intelectual versus vivência


Certa vez, um religioso moralista bem-sucedido que observava os dez mandamentos desde a infância, perguntou a jesus: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”. Então Jesus respondeu: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um que é Deus” (Marcos 10:17-18).


Observe que, enquanto Jesus estava vivo (presente), ele não admitia que as pessoas o idolatrassem. Porém isso aconteceu após a sua morte.


Essa passagem demonstra a teoria de uma crença religiosa herdada: a dúvida, a insegurança, o medo, etc. Geralmente alegam que sabem tudo, mas a mente condicionada é superficial e limitada, faltam a constatação, a experiência direta, com quem realmente somos espiritualmente.


Estas palavras significam que Jesus disse: “Eu não sou especial, nem melhor que ninguém, fisicamente falando. Somente a Vida real, onipresente e onisciente, é boa, perfeita e amável”.


A partir destes versículos exemplificados, os escribas aproveitaram para enfatizar por escrito a “importância” dos dez mandamentos, embora os dez mandamentos (a lei) não funcionou muito bem com eles mesmos, inclusive com o religioso que fez a pergunta a Jesus, a respeito da Vida eterna. Além de Jesus ter abolido aquelas lições antigas (II Coríntios 3:14). Ou seja, não conseguiram abrir mão de suas doutrinas judaicas.


[...] eis que em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas [...]. (Jeremias 8:8-9)

Levando em conta a sábia resposta de Jesus, ele próprio não se considerava bom nem perfeito, enquanto apenas um ser humano (I João 4:1-3). Ele estava além da dualidade e julgamento da mente humana: “Perfeito e imperfeito”, “bom e mau”.


Se existe algo realmente sublime, está além da dualidade e “sabedoria” da mente humana contraditória (condicionada).


Não esquecendo que Jesus utilizava o termo “Deus”, devido à necessidade das pessoas religiosas de sua época. Porém, em Hebreus 6:1-2, até este termo foi abolido de sua doutrina rudimentar, inicial e provisória.


Ao utilizar o termo “Deus” ou “Pai”, Jesus se referia à Vida real interior. Por exemplo: 

Eu e o Pai somos um. (João 10:30) 

Ninguém, nenhuma persona é de fato “boa”, “perfeita”, “honesta” cem por cento.


A personalidade humana (personagem) é dualista e contraditória por natureza. Ela é boa e má, honesta e desonesta, bela e feia, amor e ódio, etc. Basta observar a realidade à nossa volta para perceber e constatar. Mas nós não somos a personalidade conceitual, adquirida psicologicamente após o nosso surgimento aqui neste mundo relativo.


Independentemente do corpo físico mortal e da personalidade (psicológica), a nossa Vida é atemporal e multidimensional. Sem a Vida eterna e infinita, nós não existimos. O corpo físico não pode existir sem a Vida que lhe vivifica, como Jesus afirmou.


Leia o versículo abaixo, sem ignorar a vírgula, como alguns fazem: 

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. (João 6:63) 

Ou seja, não adianta se apegar ao corpo, à aparência física de alguém que anuncia as boas novas. O fundamental está na novidade que a palavra traz a respeito de quem realmente somos espiritualmente, além do corpo físico, da aparência efêmera.


A massa (matéria) é energia. Considerando as descobertas da Física Quântica, não há nenhuma massa realmente, como parece aos cinco sentidos humanos. Só existe a carga de energia da “matéria” (vibração). A real Substância está na Vida atemporal que vivifica o corpo físico de cada indivíduo.


Ou seja, não existe Espírito e matéria como parece. Só existe uma realidade indivisível. Alguns preferem o termo “Espírito”, eu prefiro “Vida”, “Amor”. Porém, o Amor realista e prático, sem hipocrisia. 

A massa é a energia. Não há nenhuma massa. Só existe a carga. (Lynne MacTaggart - Livro: O Campo) 


 

E. S. Jesus

Eu sou um autor dedicado à investigação e descoberta de aspectos ainda pouco conhecidos da Bíblia. Meu objetivo é esclarecer conteúdo ainda obscuros para muitos. Assim, convido você a embarcar nesta investigação comigo, onde exploraremos juntos esses conteúdos.

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