Jesus, ao afirmar que o Pai a ninguém julga
(João 5:22), contradisse todo o Velho Testamento, o qual enfatiza o contrário
disso. Mas quem é que está de fato interessado realmente nas palavras de Jesus, senão nas crenças religiosas?
Na realidade, saber que Deus (a Vida universal) a
ninguém julga nos dá total liberdade. Mas é exatamente disso que muitos não gostam, pois geralmente acreditam que fariam mau uso da
liberdade. Não conseguem ver a liberdade como algo nobre.
Examinemos pessoalmente tal versículo bíblico a seguir,
desta vez, com nossos próprios olhos, se for possível:
O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo.
(João 5:22)
Sugiro
prestar atenção primeiro no início da frase e somente depois observar o final.
Não se precipite nem se apegue ao final da frase, como muitos fazem.
Quando
lembramos que Jesus disse que Deus a ninguém julga, logo alguém exclama:
“Mas deu ao Filho todo o juízo”, como se soubesse do que está falando. Geralmente
nem sabe o que significa o Filho nem o Juízo. Pensam que o Pai não julga, mas o
filho julga. Porém, Jesus preferiu não julgar também.
Tal
versículo não pode ser assimilado corretamente quando se acredita que somente Jesus Nazareno foi digno de ser filho de
Deus (Vida eterna), e o ser humano em geral não. Nesse caso, nem Jesus seria digno, já que ele também era
humano, como confirmam estes versículos bíblicos: I João 4:1-4. E, assim, o
Evangelho do anticristo nos “condena” em vão, com sua costumeira boa intenção,
crendo que sabe o que está ensinando.
Este
raro versículo bíblico (João 5:22)
até agora não foi devidamente compreendido, porque ainda não conseguiram abrir
mão da doutrina rudimentar, abolida no passado (II Coríntios 3:14).
Ao
Filho, não somente Jesus Nazareno, pertence todo o juízo. O Filho, ou o
indivíduo com certa lucidez espiritual, tem autonomia e liberdade. Quando o
indivíduo é de fato lúcido, faz algo significativo para a humanidade. Porém,
quando o indivíduo é inconsciente, a persona bandida, faz o inferno na Terra.
Muitos
religiosos moralistas não gostam e ignoram o início desse versículo, do
Evangelho de João 5:22, porque
não concordam com o que Jesus havia
dito. Pois, para eles, é inadmissível o “Pai” (a Vida infinita) não julgar, nem
condenar o ser humano. Contudo, apreciam o final do versículo, por causa da
palavra juízo, porque parece lembrar castigo.
É como disse o filósofo Nietzsche:
Se não se tem um bom pai, é preciso
arranjar um.
Todo
o juízo pertence ao Filho (essência espiritual do indivíduo). Embora essa
realidade varie de acordo com o estado de consciência de cada um.
Todavia, o Filho consciente não julga segundo as aparências, mas segundo a reta justiça (João 7:24). Ele é prático e age, segundo a sua missão em cada época e conforme a necessidade do momento. Ele não é moralista nem imoral, porém amoral, no sentido correto e não pejorativo.
Se quisermos julgar com justiça, eis a verdade: Deus é a vida e a vida é eterna. Eis a verdade. Mas se hoje eu fosse dizer a você que está bem ou mal de saúde, que tem integridade ou não, eu estaria julgando pelas aparências. Eu não conheço a realidade sobre você; conheço apenas a aparência que você está apresentando. (Joel S. Goldsmith)
Muitos
ainda não compreendem o significado de Deus ter dado ao Filho todo o juízo.
Quando
Jesus entrou no templo e expulsou todos os que vendiam e compravam,
derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, porque
haviam transformado a casa de oração em covil de ladrões (Mateus 21:12-13), ele
demonstrou, na prática, o juízo do Filho.
Dependendo
da época e circunstâncias, o Filho pode fazer coisas ainda mais chocantes,
caso seja realmente necessário. Mas sempre com amor e justiça.
Para
compreender isso melhor, sugiro assistir à série na Netflix chamada “Messiah”. É
uma série feita no estilo de “ficção”, porém contém uma realidade precisa
a respeito da lucidez espiritual do indivíduo desperto.
A primeira
temporada, de 10 episódios, estreou no dia 01 de janeiro de 2020. Infelizmente,
e não por acaso, a segunda temporada foi proibida. É importante, para a Elite,
que a humanidade permaneça na ignorância.
Apesar
do sucesso e de muita gente esperar a segunda temporada, eu duvido que disponibilizem,
pelo menos, com a mesma qualidade da primeira temporada, simplesmente porque
contém uma realidade espiritual que muitos não compreendem e outros preferem
ocultar da humanidade.
Um
detalhe interessante é quando o reverendo, no início, aprende a soltar (aceitar)
e deixar a sua vida fluir naturalmente. Desde então, tudo prosperou.
Depois, ele, preocupado consigo (com seu ego), assume novamente o controle e
tudo volta a se complicar novamente.
O
reverendo diz assim para sua esposa: “Agora eu vou assumir o controle”,
e esperava que tudo fosse ficar melhor do que já havia ficado, sem falar da malícia
e ingratidão de sua esposa alcóolatra. São detalhes assim, surpreendentes,
embora muitos não apreendam a sutileza.
Infelizmente,
apenas três meses após o seu lançamento, a série “Messiah” foi cancelada. Ou
seja, por algum motivo, a Netflix confirmou que não haveria a segunda temporada
da série, como eu já suspeitava.
Posteriormente
surgiu a desculpa a respeito da pandemia de coronavírus, razões financeiras e as
já esperadas polêmicas religiosas. A meu ver, o problema é a lucidez espiritual
do conteúdo. Embora houve cenas um pouco equivocadas.
