Segundo Jesus: “O pecado significa não crer em mim” (João 16:7-11).
Não significa exatamente não crer, ou não acreditar no Jesus histórico (corpo carnal, indivíduo), como é ensinado. Significa não acreditar na verdadeira identidade espiritual do homem Jesus Nazareno e do ser humano em geral, criada à imagem e semelhança espiritual de Deus. Não se considerar também digno da Vida eterna (Atos 13:44-46).
O “pecado”
significa a mentira da mente condicionada, uma visão dualista (pecado e
santidade), conceitos intelectuais opostos (abstratos) que negam a nossa
verdadeira identidade espiritual, quem realmente somos essencialmente.
Significa a visão religiosa,
ou não, que acredita que somos apenas corpos materiais, descendentes de Adão, desconectados
da Vida multidimensional. Isso significa não crer em Mim, segundo a linguagem
de Jesus Cristo.
O Mim a que Jesus
se referiu significa a nossa verdadeira identidade espiritual (Cristo em nós).
Se ainda não alcançamos que somos essencialmente eternos, então somos apenas um
corpo material, efêmero e mortal (limitado), o qual veio do pó da terra. Uma
“realidade” relativa, como uma miragem que surge e desaparece.
Segundo o místico
americano Joel S. Goldsmith, o “pecado” significa “o senso separatista de Deus”.
A visão dualista, religiosa ou não, que não se considera digna da Vida eterna,
conforme a visão dos religiosos complexados da época de Jesus (Atos 13:44-46).
A visão materialista segundo a qual nós somos apenas o corpo físico descendente de Adão (matéria) e herdeiro do “pecado” dele, e não a Vida livre, inocente, espontânea e eterna.
Sendo verdadeiro que nossa civilização tem algo deplorável em si, vocês têm a escolha de concluir, com Rousseau, que “essa deplorável civilização é culpada de nossa moralidade ruim”, ou concluir de volta, contra Rousseau, que “nossa boa moralidade é culpada dessa natureza deplorável da civilização”. (Nietzsche)
