A maioria das pessoas, instruída intelectualmente ou não, têm pavor da morte. De vez em quando ouvimos alguém falar sobre isso.
Conforme está escrito, o objetivo
de Paulo, ao falar a respeito da vinda de Cristo, era simplesmente manter
os iniciados motivados e convictos da imortalidade do Espírito. Ou seja,
segundo as próprias palavras de Paulo:
Não
quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem [morreram],
para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança (I
Tessalonicenses 4:13)
E no versículo 17 ele dá
continuidade.
Observe que foi utilizado, na
tradução da Bíblia protestante, o termo “dormir” para se referir às pessoas que
morreram. Dessa forma, muitos estudiosos da Bíblia ainda interpretam ao pé da
letra, afirmando que o Espírito dorme quando a pessoa morre. Por isso, eu
utilizei entre colchetes a palavra “morreram”, para evitar tal equívoco.
Somente a tradução “Bíblia de
Jerusalém” utilizou o termo “mortos” ao invés de “dormem”. Era apenas um
costume daquela época usar a expressão “dormir” quando a pessoa morria.
Segundo Paulo, na
vinda de Cristo, não exatamente na segunda vinda, como dizem, porque Cristo já esteve
presente no arrebatamento de Filipe e na conversão de Paulo (para quem acredita):
Os
que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos
vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor
nos ares (I Tessalonicenses 4:16-17).
Reprisando, isso aconteceu com Filipe, que, ainda vivo, foi arrebatado às alturas e encontrou o Senhor nos ares.
Em
verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até
que vejam vir o Filho do Homem no seu Reino. (Mateus 16:28)
Nem sempre o arrebatamento levava
os indivíduos definitivamente. Houve casos de arrebatamentos provisórios. Contudo, não é um fenômeno mágico. Há o envolvimento de tecnologia avançada de outras dimensões (também para quem acredita).
Conforme consta, aqueles que
morreram em Cristo, ou seja, com a consciência espiritual desperta, ressuscitarão
(ressurgirão) primeiro, porque, na verdade, já estão “ressuscitados”
(conscientes), exatamente porque o Espírito é imortal (Eclesiastes
12:7).
Quanto ao termo “ressurreição”
(ressurgir), utilizado por Paulo, há um rudimento da doutrina de
Cristo que foi também abolido em Hebreus 6:1-2, denominado “ressurreição dos
mortos”.
Este rudimento se referia à suposta
ressurreição no “futuro”, do corpo carnal morto no passado. Tal rudimento
servia para manter os recém-convertidos motivados também; porém, os discípulos sabiam que o que ressuscita (ressurge) de fato, após a morte do corpo físico, é
o Espírito imortal (corpo interior), pois o corpo físico para nada serve nesse
caso, segundo Jesus (João 6:63). É o Espírito que é eterno, é Ele que vivifica
o corpo físico.
Quanto a ressurreição do corpo de Jesus, é algo polêmico. Muitos não acreditam. Eu escrevo sobre isso em um livro utilizando como base o Sudário de Turim. Porém, há também o envolvimento de tecnologia avançada de outras dimensões.
Como já foi exemplificado, no
passado longínquo, esse mesmo fenômeno do arrebatamento aconteceu mais de uma
vez, como foi o caso de Enoque e do profeta Elias. Já o caso de Filipe
foi diferente (Atos 8:38-40), ou semelhante ao que aconteceu certa vez com Jacó.
Ambos foram transportados vivos no ar, porém não saíram do planeta Terra. Por
exemplo:
O
Senhor fez Jacó cavalgar sobre as alturas da terra. (Deuteronômio 32:9-13)
Como será que acontecia tal
fenômeno? Era algo real ou algo imaginário, como muitos ainda acreditam e
interpretam? Investiguemos este mistério através de outro ângulo:
Eis
que o Senhor vem cavalgando em uma nuvem ligeira e virá ao Egito. (Isaías 19:1)
Isto é realmente muito
interessante. Aqui cabe uma pergunta bem simples e direta: Como alguém “cavalga”
no ar ou nas alturas, numa suposta “nuvem ligeira”? Basta traduzir tal
vocabulário antigo e pobre, com base em nosso vocabulário atual, para poder
perceber o que houve de fato. Fantasiar só oculta a realidade.
Ignoram tais fenômenos bíblicos
até hoje porque nada sabiam a respeito dos “deuses personificados”, reais e
palpáveis que visitavam (e visitam) o planeta Terra, utilizando-se de
tecnologias avançadas.
Isso acontece até com pessoas instruídas e bem esclarecidas, que estudaram, durante muito tempo, filosofias, religiões e/ou teosofia, as quais ainda ignoram a ciência e a tecnologia.
Tal crença se assemelha àquela visão segundo a qual o planeta Terra era o centro do Universo.
Levar também em conta a realidade
dualista, mesmo sabendo que ela é relativa, significa arte e ciência.
Trata-se apenas de uma descrição do mesmo fenômeno ufológico de hoje, abordada com palavras antigas daquela época distante.
Enquanto não percebemos e
esclarecemos, elas permanecem como sempre, sem nenhum valor nem sentido algum,
e não servem para nada.
Talvez,
se um dia estabelecer-se uma fraternização com habitantes de outros planetas em
prol do conhecimento, e durante alguns milênios o saber tiver sido partilhado
de estrela a estrela: talvez, então, o entusiasmo do conhecimento alcance uma
altura de maré! (Nietzsche)
É uma pena que, até agora, a
maioria das pessoas relute em perceber algo tão óbvio, rico e belo, até poder
ver pessoalmente para crer.
No caso de Filipe, conforme
está escrito, após ele batizar com água (rudimento abolido no livro de Hebreus)
o eunuco etíope, não mais viu tal eunuco, que jubiloso continuou o seu caminho
livremente, sem precisar aceitar uma doutrina de escravidão imposta.
Filipe, conforme
consta, foi arrebatado pelo “Espírito do Senhor” (termo utilizado por Elias
também) e conduzido para um local chamado Azoto, e continuou anunciando o
Evangelho em todas as cidades, até chegar a Cesareia.
Nesse caso, muitos ignoram o
termo “arrebatado” por causa da frase “Espírito do Senhor”. O Espírito do
Senhor, nesse caso, se refere a Jesus Cristo aparecendo através de um veículo interdimensional.
Mas isso é muita riqueza para um intelecto linear considerar ou perceber.
Quanta verdade (realidade,
evidências) a maioria das pessoas se recusa a enxergar, devido às crenças
adquiridas desde a infância (condicionamento mental).
É preciso ler e ouvir atentamente,
de forma livre e independente, priorizando mais a realidade do que as crenças
religiosas, espiritualistas ou materialistas.
A Bíblia não teria nenhum fato
real, como muitos estudiosos interpretam, se ela fosse um livro somente
simbólico.
A Bíblia foi escrita conforme o
estilo de sua época, com realidade e simbologia ao mesmo tempo. Portanto, os
detalhes históricos não devem ser menosprezados e ignorados, considerando
somente a sua simbologia, senão não enxergamos a realidade.
O que uma pessoa acredita
intelectualmente pode ser válido para ela, enquanto não for provado cabalmente
o contrário do que ela acredita.
As pessoas realmente esclarecidas
observam a realidade friamente e pesquisam sem receio até constatar a realidade
como ela é de fato, independentemente do que a maioria acredita.
A
verdadeira questão é: quanta verdade consigo suportar. (Nietzsche)
