Precisamos
prestar atenção e compreender versículos relevantes como estes:
Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação. (II Coríntios 5:19)
Jesus foi um dos poucos homens
que utilizaram palavras otimistas capazes de reconciliar (reconectar) o ser
humano consigo mesmo, ou com a sua verdadeira natureza espiritual interior,
exatamente porque ele pregava o contrário das religiões moralistas de sua
época, devido a não levar em conta o “pecado”, perdoando sempre o ser humano.
As belas palavras de amor, perdão
e reconciliação espiritual, que não levavam em conta o “pecado” relativo (II
Coríntios 5:19), nem expiação de "pecados", eram palavras otimistas que eliminavam as
ideias de “pecado”, devido a não as levar em conta.
Aqueles que aceitam a doutrina de
condenação dos fariseus, através da própria Bíblia, não conseguem captar esta
realidade, senão quando se cansam e conseguem ir além da doutrina moralista de
condenação que nos “condenam” em vão.
Não significa que as religiões
moralistas (dualistas) estejam totalmente erradas, elas contêm a verdade e a
mentira ao mesmo tempo (contradição). Acreditam em duas realidades ao mesmo
tempo, no Bem e no mal. E muitos acreditam mais no mal do que no Bem. Mas só
existe uma realidade absoluta, a outra é uma ilusão que a nossa mente
condicionada “criou”.
Na realidade, não existem duas
verdades, o Bem e o mal ao mesmo tempo. Bem e mal não são polaridades naturais,
são conceitos intelectuais contraditórios (sabedoria humana). Interpretações
superficiais da realidade e seu consequente julgamento e condenação mental.
Embora o mal se “concretize” conforme nós acreditamos. É assim que somos também
“deuses” (segundo a Bíblia), devido à capacidade de projetar e criar conforme
acreditamos.
O mal significa a ausência do Bem
(um sintoma da ignorância espiritual). Nós que “criamos” e “mantemos” o mal
provisoriamente, enquanto acreditamos nele, como sendo uma realidade absoluta e
não apenas relativa (ilusória).
A principal dificuldade de
assimilar esse versículo bíblico otimista, descrito em II Coríntios 5:19, é
porque muitos preferem acreditar que Jesus não era humano como nós, crendo que
somente ele podia ensinar dessa forma otimista.
Contudo, como seres humanos
também (como ele), devemos ensinar e permanecer no significado de suas sábias
palavras otimistas, e não exatamente disseminar pelo mundo a doutrina de
condenação rudimentar herdada (palavras pessimistas, as quais produzem um
efeito contrário na psique humana).
Quando é ensinado que o ser
humano é mau e pecador por natureza (essencialmente), ou algo semelhante, como
tendo algum problema em seu Espírito, “distancia-se” o ser humano de sua
verdadeira natureza espiritual. A sua verdadeira natureza divina é negada.
É esse tipo de contradição que nos
faz permanecer recapitulando experiências indefinidamente, dando voltas ou
andando em círculo, recapitulando experiências. É o labirinto da mente
dualista, atuando através das religiões dualistas.
O ser humano é dual devido ao
cérebro duplo condicionado (contraditório, mentiroso e soberbo), portanto pode
cometer erros, equívocos. Mas a nossa natureza espiritual interior é perfeita.
Vê-se
agora o que terminava pela morte na cruz: um novo esforço completamente
original para um movimento de pacifismo budístico, para a felicidade sobre a
Terra, não apenas prometida, mas realizada. (Nietzsche)
