Elias já veio e não o conheceram


 

Foi o próprio Jesus quem disse que Elias já veio como João Batista e aqueles que o esperavam, confiantes na profecia bíblica do Velho Testamento, não o conheceram, ou não o reconheceram.


E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto. (Lucas 1:17)

Quanto a João Batista nascido na virtude do Espírito do profeta Elias, consta na Bíblia também o seguinte:

 

Os discípulos interrogando a Jesus, disseram: Por que dizem os escribas, que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que Jesus falava de João Batista. (Mateus 17:10-13)

 

É interessante observar que, naquela época, os discípulos entenderam sem dificuldade que Jesus falava a respeito de João Batista. Contudo, hoje muitos não estão conseguindo, ou não querem compreender.


Se não existe reencarnação realmente, como muitos preferem, então Deus seria injusto e cruel, pelo fato de nascerem pessoas doentes e saudáveis, inteligentes e estúpidas, ricas e pobres. Na verdade, a reencarnação aponta para a causa de tais fenômenos contraditórios e aparentemente injustos.


Se preferirmos, podemos negar, dizendo que a reencarnação e o resgate cármico significam apenas ilusão de nossa mente. Contudo, mesmo em se tratando de ilusão da mente, é fato.


Em vez de fechar os olhos para não ver a realidade dualista, relativa e aparente, devemos esclarecer primeiro a causa do problema, a ilusão da mente materializada, em vez de ficarmos identificados e com medo do efeito provisório.


Segundo Jesus, conforme os versículos demonstrados, Elias já veio (nasceu) como João Batista, porém não o reconheceram e ainda o decapitaram. E, depois eliminariam a Jesus também.


Quando Jesus disse “Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas”, ele se referiu ao tempo ou épocas diferentes (Elias virá sempre primeiro, porém agora, ou desta vez, ele já veio e não o conheceram). Não reconheceram o Espírito do profeta Elias, como João Batista. Porém, Jesus reconheceu, devido a sua lucidez espiritual diferenciada.


Isso significa que a profecia bíblica continua valendo, mesmo após Elias ter nascido como João Batista e já ter morrido. Ou seja, no futuro, que sempre acontece hoje (agora), teremos outros Joões Batistas (líderes religiosos, religiões e filosofias) tentando restaurar a verdade que se perdeu, dando origem a outros Jesus Cristos (despertar da Consciência Crística), até que a humanidade acorde de seu longo pesadelo.


Afinal, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo (Hebreus 9:26). Contudo, o final desse versículo foi adaptado as crenças judaicas daquela época.


Os religiosos daquela época, apesar de acreditarem na profecia do Velho Testamento, não puderam ter certeza de que Elias veio de fato, como João Batista. Isso porque a mente humana condicionada é superficial. Ela sempre acredita que vai acontecer depois, no futuro imaginário, mas nunca agora, na realidade do momento presente.


Observe que, mesmo naquela época distante, os escribas já esperavam o nascimento ou a reencarnação do profeta Elias, devido às profecias do Velho Testamento. Porém, eles acreditavam que estas coisas acontecem de forma imaginária (no futuro e nunca agora).


Quando aconteceu de fato agora (futuro cumprido ou realizado), não perceberam ou ignoraram a realidade (evidência), porque não acreditavam que algum ser humano fosse digno de tal façanha, como ainda hoje. Porém, se assim fosse, João Batista e o próprio Jesus Cristo nunca poderiam ter existido literalmente, senão imaginariamente.


Eis a fé cega e pessimista, ela nega a possibilidade de uma realidade otimista agora. Logo, só é considerado importante caso tenha acontecido no passado, ou se for acontecer no futuro, pois agora não é importante. Conclusão: só é levado em consideração e aceito se estiver morto ou se for imaginário (um sonho da mente, uma teoria intelectual). Devaneio. Assim funciona a mente que mente e engana. O pai da mentira. É por isso que muitos adoram a teoria da conspiração.


O futuro do passado é o presente (agora). Realidade e não imaginação da mente (fantasia).


Há aquelas pessoas que não acreditam em reencarnação devido somente a um versículo bíblico, segundo o qual: 


Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo. (Hebreus 9:27).


É claro que o corpo físico morre só uma vez e o juízo acontece automaticamente, como sabemos hoje em dia. Nesse caso, o juízo não acontece no futuro, mas no momento presente, na hora da morte e, às vezes, logo em seguida (após a morte).


Dependendo do estado de consciência e vibração espiritual da pessoa que morreu, seu corpo espiritual eterno acompanha o “processo” lucidamente, experimentando o amor, a paz e a plenitude. Porém, há casos em que não há esta possibilidade.


Quanto ao juízo a que se refere o livro de Hebreus, inclusive quem investiga o assunto já sabe que, quando a pessoa está morrendo, visualiza um “filme”, ou a memória virtual da trajetória de sua vida cotidiana nesta existência, desde a infância até aquele momento da morte. Isso ocorre durante a morte ou logo após. Não é sempre da mesma forma, para cada pessoa.


Mesmo que o corpo físico tenha sido ressuscitado provisoriamente, como foi o caso de Lázaro, o corpo terá que morrer novamente e a pessoa visualizará outro “filme” da memória virtual, do contrário, Lázaro estaria aqui até hoje. Ou seja, ele morreu duas vezes nesta existência e não somente uma, como descreveu o versículo bíblico anterior.


Portanto, levando em conta este simples exemplo, podemos perceber que não devemos ler a Bíblia ao pé da letra e fundamentar uma doutrina inteira com base em apenas um versículo mal compreendido.


Lázaro teria morrido somente uma vez nesta existência, conforme acontece naturalmente com a maioria das pessoas. No entanto, como consta que ele foi ressuscitado e depois morreu, já que ele não está até hoje entre nós, então ele morreu duas vezes.


Quanto ao “filme” projetado interiormente, quando a pessoa está morrendo, ou após a morte, o espírito é encaminhado, através da justiça da consciência espiritual individual da própria pessoa, a qual se baseia sempre nas evidências desse “filme”.


Se a pessoa foi boazinha e exemplar, apenas aparentemente, quer ela seja uma pessoa humilde ou “importante”, no momento do juízo da consciência espiritual dela mesma, leva-se em conta apenas o que ela era de verdade, intimamente, as intenções verdadeiras de seu coração. Não escapa nenhuma hipocrisia humana, em seus mínimos detalhes.


Após a morte, a expurgação das ilusões vividas não é tão simples. Cada caso é um caso diferente. A justiça espiritual é perfeita. Não é como no planeta Terra (terceira dimensão física), em que se coloca um inocente na prisão, juntamente com criminosos perigosos.


Essencialmente fomos criados à semelhança espiritual de Deus (Amor, Plenitude). Contudo, precisamos vivenciar esta realidade divina, pelo menos um pouco que seja, enquanto não somos o que realmente somos espiritualmente, o Amor infinito.


Para esclarecer alguma dúvida, eu sugiro assistir, na Netflix, à série com apenas seis episódios denominado “Vida Após a Morte”, baseada em histórias reais e em pesquisas científicas. Embora, há outro título semelhante que se confunde com essa série rara.



E. S. Jesus

Eu sou um autor dedicado à investigação e descoberta de aspectos ainda pouco conhecidos da Bíblia. Meu objetivo é esclarecer conteúdo ainda obscuros para muitos. Assim, convido você a embarcar nesta investigação comigo, onde exploraremos juntos esses conteúdos.

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