Quando trocamos a verdade por conceitos e rótulos
As palavras têm um imenso poder em
nossas vidas. E é por causa delas que é comum confundirmos quem
verdadeiramente somos com os conceitos que sabemos sobre nós e
as definições que estão em nossa cabeça. Acreditamos que
"eu sou escritor" ou "eu sou mãe" nos define, quando, na
verdade, são conceitos sobre nós.
Somos facilmente
iludidos pela crença inconsciente de que quando vinculamos um nome,
um rótulo, uma palavra a alguma coisa, sabemos o que ela é. Na
verdade, não sabemos o que ela é se não a contemplamos. Pior que isso,
além de não sabermos, ainda encobrimos o mistério com um rótulo.
Toda
palavra que atribuímos a uma coisa, não é a coisa. Não
importa ao que se refere, se é uma flor, água ou você.
Portanto, tudo que pensa sobre você são palavras e ideias, mas
elas não definem quem você é. Não bastasse isso, esses conceitos separam você de
quem verdadeiramente é.
Uma reflexão mais profunda - A verdadeira fé
A fé verdadeira é um poder que se
apossa de nós quando nossas raízes transcendem o reino deste mundo e estão
profundamente mergulhadas dentro de nós, em nossa essência.
Vivemos presos no mundo
das formas, onde tudo é limitado, e esperamos que algo, muitas vezes
algum ídolo mental, nos liberte das limitações que são impostas pela
nossa mente. Estamos aprisionados a um condicionamento estreito e desejamos
que algo externo nos liberte. Todavia, ter fé não é acreditar em
algo externo, mas crer a partir de algo, de dentro para fora.
Quando se percebe parte da Vida
que está no Todo, você recupera a conexão com sua essência. Você
é parte do Todo porque o eu mais profundo é a vida, é o sopro
divino. Quando você entende isso, a fé se torna natural. Não
precisa se esforçar para ter fé porque você deixa um canal aberto e ela se
manifesta.
Isso é a fé do grão de mostarda que não duvida da força que existe nele.
Ele simplesmente deixa essa força se manifestar. Assim somos nós quando
temos a verdadeira fé!
Entender quem somos é a base de tudo
Na correria da vida, é fácil negligenciar o que realmente importa: nós
mesmos. Na maioria das vezes, isso acontece porque nos separamos de
quem somos à medida que nos identificamos com nossos pensamentos.
Quando negligenciamos quem somos abrimos mão da nossa natureza divina e passamos a viver do mundo exterior, sem conexão com o universo interior, onde somos plenos e onde está a vida em abundância.
A verdadeira transformação começa quando olhamos para dentro e perguntamos:
"Quem sou eu?" Quando compreendemos o que essa resposta
contém, tudo se torna mais simples e o viver se torna mais leve.
Fonte: Jacob Petry
