As palavras de
Jesus “Dai, e ser-vos-á dado [...]” (Lucas 6:38) se refere à lei universal da
reciprocidade.
Comprometer-se
com nosso propósito interno e externo agora, nos conecta com nossa capacidade
interior. Então podemos criar e ser úteis. Servir com amor.
Por
exemplo, se uma flor começasse a duvidar de sua própria beleza e importância.
Em vez de aproveitar a luz do sol e a água que a alimenta, ela começasse a
buscar aprovação e nutrição fora de si, talvez esperando que o vento trouxesse
nutrientes de outros lugares. Isso, naturalmente, não faria sentido, pois tudo
o que ela precisa já está ali, ao seu redor e dentro dela.
Da
mesma forma acontece quando duvidamos de nossas capacidades e nos sentimos
carentes de amor e reconhecimento. Quando isso acontece, estamos identificados
com o que chamamos de “falso eu” – aquele eu psicológico que depende da
validação externa e vive em constante expectativa. Esse estado mental carente nos
distrai do momento presente, fazendo-nos desperdiçar energia e foco.
Você
já se esforçou muito para alcançar algo e, mesmo assim, sentiu-se um fracasso? Isso
acontece quando confiamos apenas em nosso esforço
pessoal, que é limitado, e acontece com a maioria das pessoas. Nesse caso,
ao soltar e confiar, a resposta interior vem e orienta sobre o quê e como
devemos fazer.
É possível que haja também uma questão emocional pendente, um relacionamento familiar mal resolvido. Nessa situação, não adianta tentar resolver isso mais tarde, em um futuro imaginário. É necessário identificar a pendência emocional e agir agora, com foco no momento presente. Elabore um plano para resolver isso imediatamente. Sinta a demanda ou prioridade do seu coração e aja. Não se permita distrair da ação dessa meta, além de perdoar a si mesmo e ao outro.
Quando nos rendemos ao momento presente e à vontade do universo, encontramos paz e plenitude no agora. É nessa consciência espiritual e na gratidão pela vida que descobrimos nosso verdadeiro poder.
Por
exemplo, consideremos uma árvore frutífera. Se a árvore se esquece de suas
raízes e começa a esperar que os frutos caiam do céu, ela está ignorando seu
próprio poder de criar frutos. Do mesmo modo, quando perdemos o contato com
nossa essência interior, nos sentimos sozinhos como um ramo cortado da videira,
esperando por auxílio externo.
Como o exemplo da flor no jardim e da árvore frutífera. Tudo o que precisamos para florescer já está dentro de nós e ao nosso redor. Quando reconhecemos e vivemos nossa essência, encontramos a verdadeira paz, amor e realização.
No pensamento humano há estágios de consciência quando o eu pessoal, ou ego, é soberano e nós estamos envolvidos principalmente em obter, alcançar, realizar, adquirir. A nossa existência então é direcionada para o que está vindo até nós. Depois, há o estado superior de “individualidade” onde a vida está fluindo para fora de nós e nós estamos mais preocupados em ajudar, compartilhar, ensinar, cooperar. (Joel S. Goldsmith)
Se nós não estamos prontos para servir e não temos nada para oferecer, não estamos em sintonia com a circulação da abundância. Assim, permanecemos na escassez (carentes). Mas não significa ser "bonzinho" inconscientemente.
Eu sou a videira, vós, as varas; quem
está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis
fazer. (João 15:5)
Fonte: Livro: Decifrando os Segredos do Evangelho (Pedro,
um jovem autista). "Em revisão"
