O Filho é a consciência espiritual e
individual do ser humano, que deve entrar em fase com a consciência espiritual universal.
Esta
afirmação é apenas força de expressão. Na verdade, nós já estamos em fase ou
conectados com a consciência universal, embora muitos não acreditem ou não saibam
disso. Saber, nesse caso, significa constatar pessoalmente, através da
experiência direta.
Levando
em consideração a Não Dualidade ou Unidade,
não existe “Deus e eu”, nem “eu e você”. Só existe Deus ou a Vida eterna, Amor,
Plenitude.
A
expressão bíblica “chegar a Deus através
do Filho” significa reconhecer e experimentar que nós somos filhos da
eternidade e que tudo está interligado.
Em
outras palavras, “eu e o Pai somos um”
(expressão bíblica), do contrário não passa de teoria intelectual de “salvação”
(reconciliação espiritual).
Quando reconhecemos que tudo no Universo está interligado, significa que estamos nos unindo ao Todo “novamente”, conforme era o objetivo de Jesus Cristo:
Eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um como nós somos um. (João 17:22)
Tornar-se um com o Todo, ao reconhecer que tudo está interligado, não significa que estamos de fato separados do Todo. A “separação” é apenas crença. Uma visão dualista ou paradigma materialista que herdamos.
Segundo o apóstolo Paulo:
Não devemos atentar para as coisas visíveis, porque são
temporárias, mas para as que são
invisíveis porque são eternas.
(II Coríntios 4:18)
O verdadeiro Mediador
entre o ser humano mortal e a Vida eterna é a Consciência Crística individual,
que deve entrar em fase com a Consciência Crística universal.
O Mediador não é outro ser humano, o Jesus histórico, como foi interpretado e
ensinado equivocadamente, porém o Espírito
de Cristo (Consciência Crística). Cristo em nós. Nossa verdadeira natureza espiritual,
devidamente compreendida e vivenciada agora.
Um santo
apareceu no meio dos crentes, e não podia mais aguentar o seu ódio incessante
ao pecado. Afinal disse: “Deus criou todas as
coisas, exceto o pecado: surpreende que seja maldisposto em relação a este? –
Mas o homem criou o pecado – e deveria rejeitar este seu único filho, apenas
porque desagrada a Deus, o avô do pecado? Isto é humano? Honra a quem ela é
devida! – mas o coração e a obrigação devem falar primeiro a favor do filho – e
apenas depois em honra do avô!”
(Nietzsche)
