Doutrinas religiosas

 


A religião de João Batista se baseava nas profecias do Velho Testamento. Era uma teoria intelectual de “salvação” (reconexão espiritual), baseada em um livro antigo.

Por se tratar de profecias muito antigas, João Batista não podia acreditar, realmente, que alguma profecia escrita há milhares de anos pudesse de fato se concretizar agora no presente (na realidade), senão no futuro imaginário da mente.

Contudo, já na prisão e próximo de ser decapitado, João Batista soube que Jesus tinha algumas características das profecias da Bíblia, então se arriscou perguntar para esclarecer suas dúvidas.

Não foi porque João Batista tinha a missão de preparar o “caminho do Senhor”, que ele conseguiu de fato fazer isso com êxito. A sua doutrina era radicalmente oposta ao que Jesus havia ensinado.

A importância disso está em perceber a diferença entre a visão de João Batista e a visão de Jesus Cristo (Lucas 7:33-34). Por outro lado, se confundirem a visão de João Batista com a visão de Jesus, perde-se a essência do ensinamento revolucionário de Jesus Cristo.

É interessante notar como as visões de João Batista e Jesus se diferenciavam. Enquanto João vivia uma vida regrada e austera, seguindo uma doutrina rígida, Jesus vivia livre de restrições doutrinárias.

João Batista era considerado “santo” porque não tomava vinho nem se alimentava como Jesus. Já Jesus, porque era livre de dieta alimentar específica e apreciava um bom vinho, era considerado um “pecador” pelos religiosos moralistas de sua época. Por exemplo: 

Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. Respondeu ele: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo. (João 9:24-25) 

Não era por acaso que os religiosos moralistas daquela época chamavam Jesus de pecador. Era porque Jesus não pensava nem agia como eles.

Ao observar tais versículos bíblicos de forma imparcial, percebemos algo bastante familiar: “Dá glória a Deus”, “nós já sabemos toda a verdade”, “quem não professa a nossa fé, é pecador”.

Do versículo 25 em diante do Evangelho de João, exemplificado, percebemos que os religiosos, preconceituosos e intolerantes que criticavam e julgavam as pessoas, segundo as aparências, inclusive ao próprio Jesus, estavam apegados demasiadamente à Bíblia, ao que estava escrito no Velho Testamento, e não arredavam pé.

Os “cegos” precisam ver a “luz”; os “coxos” precisam andar com suas próprias pernas; os “leprosos” (corrompidos) precisam ser limpos (puros, claros); os “surdos” precisam ouvir direito; os “mortos” (inconscientes) precisam reviver, acordar, despertar, e aos “pobres” (necessitados da verdade espiritual) é anunciado o verdadeiro Evangelho do Espírito de Cristo (Cristo em nós). E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em Mim.

Quanto à expressão de Jesus “escandalizar”, muitos que examinam a Bíblia não conhecem o significado correto do conceito bíblico de escândalo. Embora sempre usem esta palavra para descrever qualquer comportamento ou atitude que desagrade suas crenças. Por isso, falarei sobre isso, mais adiante.

Devido a não compreenderem o que estão lendo, muitos fundam religiões de doutrinas rígidas, assim como a religião de João Batista, crendo que estão fazendo o melhor possível.

Quanto à interpretação simbólica dos “milagres” de Jesus, não significa que algumas pessoas não eram de fato curadas, através dos esclarecimentos de Jesus.

Era através de suas sábias palavras que ele removia o sentimento de culpa, que o indivíduo havia adquirido da religião moralista. Porém, ele sempre dizia que foi a própria fé da pessoa que curou.

Na época de Jesus, houve pessoas que não foram curadas porque não acreditaram em suas sábias palavras de perdão e reconexão espiritual, que infelizmente se perderam parcialmente na história (Mateus 13:58).

A própria pessoa se curava ao ouvir e compreender o significado da letra da verdade espiritual. Jesus só esclarecia e removia a ignorância espiritual do indivíduo, a respeito de sua verdadeira identidade eterna e potencial latente (João 6:63).

 


E. S. Jesus

Eu sou um autor dedicado à investigação e descoberta de aspectos ainda pouco conhecidos da Bíblia. Meu objetivo é esclarecer conteúdo ainda obscuros para muitos. Assim, convido você a embarcar nesta investigação comigo, onde exploraremos juntos esses conteúdos.

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