Só para relembrar, vejamos alguns versículos bíblicos sobre a conduta religiosa de João Batista e como Jesus vivia:
João
Batista andava vestido de pelos de camelo e com um cinto de couro em redor de
seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre. (Marcos 1:6)
Veio João, não comendo, nem bebendo, e dizem: Tem demônio. (Mateus 11:18)
Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos. (Mateus 11:19)
O profeta Elias se
trajava semelhantemente a João Batista (II Reis 1:8). Ou seja, a religião de
João Batista era uma organização clerical de tipo medieval, por isso sua veste
estranha. Já Jesus era moderno e se trajava normalmente, conforme o costume da
época, inclusive a sua túnica era muito cobiçada (João 19:23-24). As pessoas
que se simpatizavam com ele, lhe davam doações e presentes.
Naquela época, o comprimento das túnicas era um pouco abaixo dos joelhos. Somente os mais ricos usavam as vestes compridas, até os tornozelos. Por exemplo, certa vez, Jesus falou a respeito daquelas pessoas que utilizavam vestes longas:
E, ensinando-os, dizia-lhes: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes compridas. (Marcos 12:38)
Isso sugere que a
túnica de Jesus não era comprida (até os tornozelos). Ou seja, as vestes
compridas demonstravam uma pose de “santo” e “importância” social. Porém, Jesus
agia diferente deles e livremente, sem doutrinas religiosas.
Jesus era um
andarilho, não tinha um local específico para morar. Ele vivia de doações.
Embora tenham pintado
a imagem de Jesus como sendo um homem alemão, de olhos azuis, ele era judeu. E,
se naquela época o nome dele era diferente da palavra Jesus, como alguns
sugerem, eu não vejo muita importância nesse detalhe.
Creio não ser também relevante a aparência física que Jesus tinha, nem a cor de sua pele. Importam a sua lucidez espiritual e o teor de suas raras palavras de sabedoria, amor, perdão e de reconexão espiritual, embora se encontrem fragmentadas.
O
que me interessa é o tipo psicológico do Salvador. Este poderia estar contido
nos Evangelhos, ainda que mutilado e sobrecarregado de traços estranhos.
(Nietzsche)
Jesus não tinha uma
dieta específica como João Batista, ele apreciava uma variedade de alimentos,
incluindo pães, peixes, mel e frutas (Marcos 11:12-13; Lucas 24:42-43), entre
outros alimentos acessíveis daquela região. Sua liberdade em questões
alimentares reflete sua abordagem não convencional e sua independência de
doutrinas religiosas. Felizmente, naquela época a pesca era artesanal.
Quanto a pesca, certo
dia, eu assisti ao documentário na Netflix “What the Health” e aos
documentários denominados “Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade” e
“Seaspiracy: Mar Vermelho”.
Eu fiquei
maravilhado ao ver aqueles jovens inteligentes arriscando suas vidas para
salvar o planeta Terra.
Após assistir a
esses documentários, ficou-me claro que não é possível, fisicamente falando,
impedir a poluição dos rios e mares e a devastação da natureza causada pela
“Agropecuária Bovina”, nem impedir as consequências destrutivas da pesca
predatória denominada “Pesca Sustentável”, senão através da mudança de nossos
hábitos alimentares.
Concluindo a questão da conduta religiosa de João Batista, basta perceber a diferença na maneira de viver entre ele e Jesus (Marcos 1:6), (Mateus 11:19).
