Apesar de
conhecermos Jesus Cristo como uma presença divina, ele também era um ser humano
(I João 4:1-4), sujeito às mesmas emoções e dificuldades que todos nós
enfrentamos. Ele sentiu cansaço, dores, teve sede, fome, frio, medo e chorou.
Jesus
precisou investigar também as Escrituras e ouvir a voz interior. Essa
humanidade de Jesus nos aproxima dele e possibilita compreender que ele não era
uma figura distante e intocável, mas alguém que viveu e enfrentou as mesmas
experiências que nós.
Do
ponto de vista esotérico, o “Filho da Virgem-Mãe” simboliza nossa verdadeira
natureza espiritual interior, que não tem concepção material ou biológica (não
nasce nem morre). Isso significa potencialidade infinita.
Todavia a Bíblia foi interpretada no passado pelo intelecto linear, superficial, dificultando a compreensão do que Jesus Cristo realmente ensinou.
Virá tempo em que não sofrerão a sã
doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme
as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando
às fábulas. (II Timóteo 4:3-4)
Jesus
revelou a importância de despertar a consciência Crística dentro de cada um de
nós. Não se trata apenas de acreditar na figura histórica de Jesus, mas sim de
reconhecer a presença do Cristo dentro de nós mesmos. Essa consciência divina é
o que nos conecta à Vida eterna, à nossa verdadeira natureza espiritual.
Quem
nunca errou é o Cristo interior, a consciência Crística, e não a aparência
humana de Jesus Nazareno. Do contrário, ele não seria um indivíduo real, de
carne e osso, porém fictício (II João 1:7).
Não
compreender esta realidade simples significa não se considerar digno também da
Vida eterna, assim como os religiosos moralistas e complexados da época de
Jesus (Atos 13:44-46).
Acontece como o próprio Jesus Cristo havia dito:
Se não crerdes que eu sou, morrereis em
vossos pecados (João 8:24).
Se
não crer que o Espírito de Cristo, o qual nunca errou, é realmente a Vida
eterna interior de todo homem e mulher (ser humano), então morrerá em vossa
ignorância. Afinal, tudo o que a Vida criou é perfeito (Gênesis 1:31; 2:1-3).
Antes que Abraão existisse, eu sou.
(João 8:58)
Traduziram
a expressão “Eu Sou” com letras minúsculas porque não entenderam nada.
Quando
Jesus Cristo mencionou “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”, ele estava
ensinando a “olhar” além de sua forma física, além do Jesus histórico que
conhecemos. Ele não estava falando sobre ter existido fisicamente antes de
Abraão, pois isso seria impossível para um corpo humano. Em vez disso, Jesus
estava revelando uma verdade profunda sobre a nossa essência eterna.
Antes
mesmo de termos um corpo físico, já éramos parte de uma essência eterna. Jesus Cristo
estava apontando para essa realidade transcendental, para essa natureza
espiritual que todos nós compartilhamos. Ele estava dizendo que, assim como
ele, nós também fazemos parte dessa essência eterna, desse “Eu Sou” que
transcende o tempo e o espaço.
Essa
mensagem é profundamente reconfortante. Ela revela que nossa verdadeira
natureza é divina e eterna, algo que existia antes mesmo da criação do mundo.
Jesus Cristo, embora julgado e mal compreendido por muitos durante sua vida, especialmente pelas autoridades religiosas de sua época, que o consideravam um homem pecador, era a manifestação dessa consciência Crística. Ele revelou que essa consciência divina não está reservada apenas para ele, mas está disponível para todos nós.
Alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles. (João 9:16)
Paulo,
em sua carta aos Colossenses 1:26-28, fala sobre o mistério que estava oculto e
que agora foi revelado: “Cristo em vós, a esperança da glória”. Isso significa
que cada um de nós carrega dentro de si a essência de Cristo. Somos todos parte
dessa natureza divina, independentemente de nossos erros ou imperfeições
aparentes.
Portanto, é essencial que reconheçamos nossa verdadeira natureza espiritual, assim como Jesus ensinou. Não somos apenas seres humanos com uma existência temporária; somos seres espirituais com uma essência eterna. Quando compreendemos e aceitamos isso, podemos viver de maneira mais plena, sabendo que somos uma realidade espiritual que transcende a mera existência física.
Aquilo que vocês precisam na Terra é a interpretação de suas Bíblias, e de todas as Escrituras que contêm a sabedoria oculta, o mistério de que São Paulo tão frequentemente mencionava como existindo desde os primórdios do mundo. (Anna Kingsford)
O
mistério oculto outrora velado, redescoberto por Jesus Cristo e novamente
esquecido, é desvendado com maestria por Eckhart Tolle em sua obra “O Poder do
Agora”.
Eckhart
Tolle, renomado escritor e palestrante, explora em seu livro a importância de
viver plenamente no momento presente, afastando-se das distrações da mente e do
ego. Sua abordagem combina ensinamentos de diversas tradições espirituais,
oferecendo um guia prático para alcançar a paz interior e a iluminação
espiritual.
“O
Poder do Agora” tem sido amplamente reconhecido por sua profundidade e clareza,
auxiliando leitores ao redor do mundo a transformarem suas vidas por meio da
prática da presença consciente. A obra enfatiza que a verdadeira realização
espiritual só pode ser encontrada no agora, no momento presente, e que a mente,
quando não disciplinada, tende a se perder em preocupações passadas ou futuras,
afastando-nos da verdadeira essência do ser.
Ao
abordar temas como a natureza do ego, a origem do sofrimento e a importância da
aceitação, Tolle oferece insights
valiosos para aqueles que buscam uma compreensão mais profunda de si mesmos e
do universo. Sua obra auxilia o despertar para uma nova consciência, onde a paz
e a felicidade não são mais condicionadas por fatores externos, mas emergem
naturalmente da conexão com o presente.
Para
aqueles interessados em aprofundar-se nos ensinamentos de Eckhart Tolle, “O
Poder do Agora” é uma leitura essencial, proporcionando ferramentas práticas
para a transformação pessoal e espiritual. A obra continua a inspirar e guiar
indivíduos na jornada rumo à iluminação e à verdadeira compreensão do ser.
Em
resumo, o mistério que esteve oculto e foi revelado por Jesus Cristo, mas
posteriormente esquecido, é novamente trazido à luz por Eckhart Tolle em “O
Poder do Agora”, oferecendo uma oportunidade para redescobrir a nossa essência
interior através da prática da presença consciente.
Antes
que o mundo físico tomasse forma, antes mesmo de Abraão e Jesus Nazareno terem
existido em seus corpos humanos, havia uma verdade eterna e imutável: o “Eu
Sou”.
Este
“Eu Sou” representa a Vida eterna, a Onipresença que permeia todo o universo,
existente aqui e agora. Não se refere aos corpos visíveis de Abraão, de Jesus
Nazareno, ou de qualquer outra pessoa. O “Eu Sou” é a consciência Crística que
reside em todos os seres humanos e em tudo que existe.
Para que não haja algum equívoco, eu preciso salientar que, quando menciono “Eu Sou” ou “Eu Sou a Vida eterna”, não estou referindo a mim como pessoa ou autor deste texto. Estou falando da Fonte de toda a Vida, da Presença divina que habita em cada um de nós. Esta essência divina é o que nos conecta uns aos outros e ao universo.
Eu nada amo mais profundamente do que a
vida, e ainda mais quando a detesto. Se me inclino para a sabedoria, e amiúde
com excesso, é porque me lembra bastante a vida. (Nietzsche)
Fonte: Livro "Decifrando os Segredos do Evangelho" (Pedro, um jovem autista).
